sexta-feira, 23 de maio de 2008

Ajuda tardia

Mianmar foi atingido na madrugada do dia 2 por um violento ciclone, nomeado de Nargis. As conseqüências que os ventos de 190 quilômetros por hora trouxeram ao país são estarrecedoras. Nos dias posteriores ao ciclone as estimativas da ONU falavam em 100 000 mortos e 1,5 milhão de desabrigados, hoje, são estimadas 2,5 milhões de vítimas.

Como se não bastasse a angústia da perda de familiares e de suas casas, a população ainda sofreu com a má vontade de um regime autoritário e avesso a qualquer tipo de interferência internacional, mesmo que essa significasse a salvação de centenas de vidas.

Expostos ao risco de contaminação, com fome e sede os sobreviventes esperavam que as negociações enfim trouxessem ajuda humanitária. A resistência foi tão grande que a própria ONU chegou a suspender o envio de alimentos porque o Exército apreendeu os primeiros carregamentos e não distribuiu a comida. Diante de atitudes como essa não é de se estranhar que o ministro de Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, tenha falado em ajuda humanitária forçada.

A espera por ajuda acabou somente hoje (21 dias após a catástrofe) quando a Junta Militar de Mianmar foi convencida pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a aceitar a entrada de voluntários estrangeiros no país.

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